jribeiro 3

É só música no ar...

Já não deve faltar muito para que aquela que é considerada a classe rainha do desporto automóvel mundial, ou seja, a Fórmula 1, deixe de ser vista ao vivo com binóculos e de uma forma distante como se todos os que lá andassem fossem de outro planeta. Os novos donos comerciais da Fórmula 1 afastaram o sénior Bernie Ecclestone e têm vindo a mostrar aos poucos como se faz de uma competição motorizada um espetáculo atraente para todos. São americanos e basta. Mas acima de tudo, são pessoas que, tal como tantas outras que andam em redor do automobilismo, nutrem uma certa paixão por carros e sabem que quantos mais existirem melhor, porque isso traz patrocinadores, público e por conseguinte, eventos que todos aplaudem. Na última semana, em Londres, esses americanos deram um bom exemplo ao Mundo do que é possível fazer em tão pouco tempo e num país tão tradicionalista e com tantas pistas, como um circuito como Silverstone, onde nasceu o Mundial de Fórmula 1 em 1950, pode ter os dias contados se brevemente for trocado por uma corrida no centro de Londres. Com um espetáculo de música e carros, a adesão foi enorme, mas sobretudo, o que importa aos investidores é que viram como as pessoas mais comuns podem chegar perto dos tais supostos inalcançáveis. Boa prova de mudança e um bom exemplo para quem não chegar aos 90 anos de Bernie Ecclestone sem evoluir, fechando-se numa caixa só acessível a muito poucos e onde ainda menos têm hipóteses de ganhar. Quem não viu, devia ter visto e retirado daí algumas ilações... como por exemplo tirou Lewis Hamilton: “se estiver numa pista sem espectadores, não há atmosfera, não há energia, é como estar num concerto de rock vazio. É só música no ar...”

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