Linhas quadradas, posição de condução elevada, motor a gasolina e caixa automática são caraterísticas incontornáveis num verdadeiro Jeep, aplicadas neste Renegade mas reduzidas à escala nacional.

Por mais de 42 mil euros é difícil ver os encantos de um Renegade, mas é isso que custa a, até aqui, única variante disponível com caixa automática. É certo que a tabela aponta para o topo de gama, com motor 2.0 Diesel e tração integral; mas ainda assim é um valor, no absoluto, absurdo, eventualmente porque inclui 17 200 euros em impostos. Portanto, a chegada da caixa automática ao motor de acesso, o 1.4 turbo a gasolina com 140 cv é, genuinamente, apreciada. A caixa automática de embraiagens não é muito sofisticada, mas a escolha por esta opção permitiu um preço comedido sem perda significativa de rendimento. Tanto nas performances anunciadas como nas que medimos não se perde nada de significativo face à caixa manual: andam e aceleram praticamente o mesmo. A maior limitação desta caixa está no “modo pânico” que assume sempre que se acelera a fundo, ou seja, quando entra a função “kick-down”: o motor dispara para lá das 4000 rpm, faixa já fora da melhor influência do turbo, aumentado drasticamente as rotações sem um aparente ganho de velocidade. Não contente com a decisão precipitada, demora a corrigi-la, mantendo o motor “lá em cima” já muito depois de termos aliviado o acelerador. Com um melhor acerto de eletrónica este comportamento melhoraria muito. Mesmo assim, é possível conviver bem com esta reação. Primeiro, evitando-a, já que a baixa rotação o 1.4 turbo tem força e binário para garantir um andamento suave e suficientemente desenvolto em cidade e estrada; depois, contornando-a com o comando manual da caixa na alavanca (não há patilhas no volante) que até tem o sentido certo: reduz para frente. Com este motor, o Renegade nunca é especialmente poupado (como também não é na versão manual) mas, mais importante, também nunca se transforma num devorador de gasolina, como é normal em alguns motores pequenos sobrealimentados, mesmo com uma condução despreocupada.

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